Um Alguém, que no fundo era Ninguém, estava envolto em conflitos e guerras interiores, sofrendo golpes de chicotada constantes. As feridas infligidas, daquelas que o tempo não consegue sarar, levaram-no a tomar uma decisão: terminar com a sua vida. Dirigiu-se à sala onde guardava o revólver, retirou-o da gaveta, apontou-o ao seu encéfalo e premiu o gatilho. Um som metálico e oco ressoou pela sala... o revólver estava sem balas.
Sem desmoralizar, procurou pela casa um objecto cortante e uma caixa de comprimidos. Tudo o que encontrou foi um corta unhas e uns rebuçados de Mebocaína Forte. Feriu os pulsos, arrancando a pele crua, e tomou as pastilhas de uma enfiada.
Enquanto a carne viva latejava e a sua grande barriga cólica se comprimia, Alguém arrastou-se até à janela e saltou. Contudo, Alguém morava apenas num R/C.
Deitado no chão da rua, em patética agonia, tomou a sensata decisão de continuar a viver. Afinal de contas, essa é a forma mais fácil e fiável de morrer.
Sem desmoralizar, procurou pela casa um objecto cortante e uma caixa de comprimidos. Tudo o que encontrou foi um corta unhas e uns rebuçados de Mebocaína Forte. Feriu os pulsos, arrancando a pele crua, e tomou as pastilhas de uma enfiada.
Enquanto a carne viva latejava e a sua grande barriga cólica se comprimia, Alguém arrastou-se até à janela e saltou. Contudo, Alguém morava apenas num R/C.
Deitado no chão da rua, em patética agonia, tomou a sensata decisão de continuar a viver. Afinal de contas, essa é a forma mais fácil e fiável de morrer.
Cristóvão


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